Interculturalidade
Para os poucos deste planeta que conhecem a minha pessoa mas ainda não sabem, eu vou fazer um intercâmbio. Em poucos dias embarco na minha aventura para os Estados Unidos. Quando exatamente? Para onde exatamente? Não sei. Não sei e não é simplesmente pelo fato de que no programa de High School (o equivalente ao Ensino Médio brasileiro), do qual eu faço parte, o estudante simplesmente não tem direito de escolha. E depois de ler um pouco - ok, ler muito - sobre o que significa intercâmbio, eu meio que acho que esse não direito de escolha é totalmente certo. Você paga o programa e espera. Espera eles acharem uma escola nos EUA que esteja disposta a te aceitar. Espera eles acharem uma família nos Estados Unidos que esteja disposta a te hospedar por um ano sem receber nada em troca. Estranho, não? Não.
O intercâmbio deixou de ser há muito tempo - se é que um dia foi - uma viagem turística. Não tem a ver com o privilégio de uma educação estrangeira. Não tem a ver com a língua - que, depois de vários meses, espera-se que você domine. Não se trata das compras. Ok, talvez se trate um pouquinho das compras... Mas acima de todos os aspectos que possa vir à cabeça de um cidadão ao ouvir a palavra intercâmbio, a experiência tem muito mais a ver com a convivência, a busca pela interculturalidade.
A interculturalidade é uma habilidade que te dá capacidade de distinguir que nenhum costume, pensamento ou ponto de vista é, necessariamente, errado. Não se trata de ser passivo ou concordar com qualquer coisa, se trata de entender, de respeitar. De perceber que nesse mundo todos temos o mesmo valor, somos semelhantes. Não existe melhor nem pior, existe o diferente.
É claro que você não precisa aguentar pessoas falando besteiras e agindo de uma forma que vai totalmente contra os seus valores. Você não tem que respeitar as diferenças se não quiser, há sempre outra opção.
O intercâmbio deixou de ser há muito tempo - se é que um dia foi - uma viagem turística. Não tem a ver com o privilégio de uma educação estrangeira. Não tem a ver com a língua - que, depois de vários meses, espera-se que você domine. Não se trata das compras. Ok, talvez se trate um pouquinho das compras... Mas acima de todos os aspectos que possa vir à cabeça de um cidadão ao ouvir a palavra intercâmbio, a experiência tem muito mais a ver com a convivência, a busca pela interculturalidade.
A interculturalidade é uma habilidade que te dá capacidade de distinguir que nenhum costume, pensamento ou ponto de vista é, necessariamente, errado. Não se trata de ser passivo ou concordar com qualquer coisa, se trata de entender, de respeitar. De perceber que nesse mundo todos temos o mesmo valor, somos semelhantes. Não existe melhor nem pior, existe o diferente.
É claro que você não precisa aguentar pessoas falando besteiras e agindo de uma forma que vai totalmente contra os seus valores. Você não tem que respeitar as diferenças se não quiser, há sempre outra opção.

Comentários