Mr. Confusion
Ouça: 06. Beeshop - Mr. Confusion.mp3
Here comes another
You know you don't want it
That girl is like non-stop confusion
Leonardo continuava sentado no mesmo lugar que tinha sido deixado. Parecia muito uma daquelas cenas de filme em que a pessoa permanece intacta no mesmo lugar por horas, dias, meses.
Ele olhou no relógio do celular, que indicava a sete da noite, ao verificar que já havia escurecido em volta. Uma curta ligação – “Posso passar aí?” ”Eu não sei não, Leo...” “Ótimo, meia hora e eu chego.” – e já estava de pé.
Meia hora de carro e apareceu em frente da casa que tanto relutara ir nos últimos seis meses. Seis meses de confusão: direita ou esquerda, Direito ou Jornalismo, azul ou verde, Corinthians ou Palmeiras, São Paulo ou New York, Rachel ou Amanda.
You think you love her
Could that be illusion?
Could that not be love?
Uma garota extremamente adorável abriu a porta vestindo um suéter vermelho. Antes que pudesse fazer sua saudação de má-vontade foi surpreendida por um beijo.
-Ok, eu não previ isso acontecer. O que deu em você? – Ela disse tentando recuperar o fôlego. Ela sabia o quão errado aquele beijo era mas não apresentou resistência alguma.
-Eu vim por você. Eu te amo, Rachel. Sempre te amei, fica comigo?
-Espera, espera... Eu não quero fazer nada precipitado, para... Não, é sério... PARA, LEO! – Ela finalmente tinha conseguido tirar Leonardo de cima dela. Ele, que nesse momento já se encontrava dentro da casa, de portas fechadas, parecia decidido a ficar com ela e isso parecia totalmente diferente da última conversa que haviam tido sobre o assunto.
-Eu e ela, a Amanda, nós acabamos. Essa tarde mesmo. Eu e você podemos ficar juntos agora.
-VOCÊS O QUE?! – Rachel parecia super assustada agora, pouco ligando para o fato de ter acabado de dar o primeiro beijo no garoto que fora sua paixão secreta pelos últimos seis meses.
-Nós terminamos, vai, me dá uma chance Rachel. Eu te am...
-Ama nada, não seja patético, Leonardo! – Ela dava agora uma distância de um metro dele contrastando com os poucos centímetros de alguns momentos atrás.
-O que você ta dizendo?
-Você não me ama, Leonardo. E obviamente não ama a Amanda também. Se amasse não estaria aqui apenas algumas horas depois de ter terminado com a sua namorada.
-Mas é claro que... O que você ta dizendo? Eu... – Ele prosseguiu após alguns segundos em pausa. – O que eu faço?
Rachel riu. Estava óbvio o motivo pelo qual ela havia se apaixonado por Leonardo. Ele transpirava cuidado. Era o garoto mais fofo que já havia conhecido. Atencioso, agradável, gentil, protetor e confuso. A confusão exagerada fazia parte do pacote e podia ser um pouco irritante às vezes, mas valia a pena totalmente.
-Sabe, Leo, você namora a Amanda há pouco mais de um ano. Eu estava no Brasil quando vocês dois se conheceram, mas não tive tempo para conhecê-lo. Então, fui para os Estados Unidos fazer intercâmbio por um ano voltei. Logo percebi porque minha melhor amiga tinha te escolhido. A Amanda sempre foi muito seletiva para garotos, sabe? E eu sempre dizia para ela que ela nunca encontraria o garoto perfeito que procurava. Bem, ela te encontrou. E eu fiquei muito feliz por ela, por vocês dois. Mas você era tão perfeito. – Ela deslizou a mão pela bochecha do garoto e ele sorriu. Borboletas voaram em seu estômago e ela retirou a mão como de imediato, corando e virando os olhos. – E você era, e você é, tão perfeito que eu não pude resistir. Apaixonei-me por mais que lutasse contra. E você percebeu, me confrontou e eu não pude mentir. Você sabe bem que eu não sei fazer isso, mentir. Você me disse que gostava muito de mim também, bastante. Bom, eu não sei quanto você gosta de mim, ou da Amanda, mas com certeza você não ama nenhuma de nós. E isso é uma pena, um desperdício. – A garota deixou escapar um sorriso amarelo.
-O que eu faço? - O loiro repetiu a pergunta, atordoado.
-Você eu não sei. Mas eu preciso ligar para a minha melhor amiga e consolá-la pela perda de seu maravilhoso namorado.
Ele a encarou em silêncio com um brilho de dúvida terrível no olhar. Rachel riu.
-Vamos, eu te acompanho até a porta.
-Rachel... Eu... Espero que você ache o seu cara perfeito.
-E eu espero que você ache a sua garota errada. Talvez você só consiga amar uma garota que encontre em você imperfeição.
-É uma teoria, hein. – Ambos riam.
-Se cuida, rapazinho.
Leonardo somente deu de ombros e foi em direção ao seu carro. Já sentado no banco do motorista deu uma última olhada para a porta da casa a fim de constatar que já não havia ninguém lá. Ligou o rádio do carro e pegou tocando o que parecia ser o final de uma música desconhecida.
The love you want
Will make you heart feel cold
You think you've got it
But all you've got is a hole
Inside your heart
The truth is there to be told
So try to stop
Stop breaking hearts
Stop hurting souls
and hurt yourself
Here comes another
You know you don't want it
That girl is like non-stop confusion
Leonardo continuava sentado no mesmo lugar que tinha sido deixado. Parecia muito uma daquelas cenas de filme em que a pessoa permanece intacta no mesmo lugar por horas, dias, meses.
Ele olhou no relógio do celular, que indicava a sete da noite, ao verificar que já havia escurecido em volta. Uma curta ligação – “Posso passar aí?” ”Eu não sei não, Leo...” “Ótimo, meia hora e eu chego.” – e já estava de pé.
Meia hora de carro e apareceu em frente da casa que tanto relutara ir nos últimos seis meses. Seis meses de confusão: direita ou esquerda, Direito ou Jornalismo, azul ou verde, Corinthians ou Palmeiras, São Paulo ou New York, Rachel ou Amanda.
You think you love her
Could that be illusion?
Could that not be love?
Uma garota extremamente adorável abriu a porta vestindo um suéter vermelho. Antes que pudesse fazer sua saudação de má-vontade foi surpreendida por um beijo.
-Ok, eu não previ isso acontecer. O que deu em você? – Ela disse tentando recuperar o fôlego. Ela sabia o quão errado aquele beijo era mas não apresentou resistência alguma.
-Eu vim por você. Eu te amo, Rachel. Sempre te amei, fica comigo?
-Espera, espera... Eu não quero fazer nada precipitado, para... Não, é sério... PARA, LEO! – Ela finalmente tinha conseguido tirar Leonardo de cima dela. Ele, que nesse momento já se encontrava dentro da casa, de portas fechadas, parecia decidido a ficar com ela e isso parecia totalmente diferente da última conversa que haviam tido sobre o assunto.
-Eu e ela, a Amanda, nós acabamos. Essa tarde mesmo. Eu e você podemos ficar juntos agora.
-VOCÊS O QUE?! – Rachel parecia super assustada agora, pouco ligando para o fato de ter acabado de dar o primeiro beijo no garoto que fora sua paixão secreta pelos últimos seis meses.
-Nós terminamos, vai, me dá uma chance Rachel. Eu te am...
-Ama nada, não seja patético, Leonardo! – Ela dava agora uma distância de um metro dele contrastando com os poucos centímetros de alguns momentos atrás.
-O que você ta dizendo?
-Você não me ama, Leonardo. E obviamente não ama a Amanda também. Se amasse não estaria aqui apenas algumas horas depois de ter terminado com a sua namorada.
-Mas é claro que... O que você ta dizendo? Eu... – Ele prosseguiu após alguns segundos em pausa. – O que eu faço?
Rachel riu. Estava óbvio o motivo pelo qual ela havia se apaixonado por Leonardo. Ele transpirava cuidado. Era o garoto mais fofo que já havia conhecido. Atencioso, agradável, gentil, protetor e confuso. A confusão exagerada fazia parte do pacote e podia ser um pouco irritante às vezes, mas valia a pena totalmente.
-Sabe, Leo, você namora a Amanda há pouco mais de um ano. Eu estava no Brasil quando vocês dois se conheceram, mas não tive tempo para conhecê-lo. Então, fui para os Estados Unidos fazer intercâmbio por um ano voltei. Logo percebi porque minha melhor amiga tinha te escolhido. A Amanda sempre foi muito seletiva para garotos, sabe? E eu sempre dizia para ela que ela nunca encontraria o garoto perfeito que procurava. Bem, ela te encontrou. E eu fiquei muito feliz por ela, por vocês dois. Mas você era tão perfeito. – Ela deslizou a mão pela bochecha do garoto e ele sorriu. Borboletas voaram em seu estômago e ela retirou a mão como de imediato, corando e virando os olhos. – E você era, e você é, tão perfeito que eu não pude resistir. Apaixonei-me por mais que lutasse contra. E você percebeu, me confrontou e eu não pude mentir. Você sabe bem que eu não sei fazer isso, mentir. Você me disse que gostava muito de mim também, bastante. Bom, eu não sei quanto você gosta de mim, ou da Amanda, mas com certeza você não ama nenhuma de nós. E isso é uma pena, um desperdício. – A garota deixou escapar um sorriso amarelo.
-O que eu faço? - O loiro repetiu a pergunta, atordoado.
-Você eu não sei. Mas eu preciso ligar para a minha melhor amiga e consolá-la pela perda de seu maravilhoso namorado.
Ele a encarou em silêncio com um brilho de dúvida terrível no olhar. Rachel riu.
-Vamos, eu te acompanho até a porta.
-Rachel... Eu... Espero que você ache o seu cara perfeito.
-E eu espero que você ache a sua garota errada. Talvez você só consiga amar uma garota que encontre em você imperfeição.
-É uma teoria, hein. – Ambos riam.
-Se cuida, rapazinho.
Leonardo somente deu de ombros e foi em direção ao seu carro. Já sentado no banco do motorista deu uma última olhada para a porta da casa a fim de constatar que já não havia ninguém lá. Ligou o rádio do carro e pegou tocando o que parecia ser o final de uma música desconhecida.
The love you want
Will make you heart feel cold
You think you've got it
But all you've got is a hole
Inside your heart
The truth is there to be told
So try to stop
Stop breaking hearts
Stop hurting souls
and hurt yourself
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