falta amor.

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Eu estava totalmente inclinado a ir me deitar agora, mas eu não sei por que das quantas fui parar no seu perfil do Orkut, e, por conseguinte no seu blog. Foi triste, muito triste. Foi deplorável me ver fuxicando o máximo que pude a fim de achar um post sobre mim. Foi triste ver quanta coisa da sua vida eu perdi e isso é para sempre.
Roubaram uma das pessoas mais importantes da minha vida. Se eu odeio a pessoa que o fez? Talvez. Mas por incrível que pareça são motivos totalmente alheios a este fato. Eu sei, Laís, que isso tem uma grande parcela de culpa minha e sua também. Não só desse intruso supracitado. Mas eu não terei piedade ao revelar que a maior parte da culpa é sua. Perdoe-me se acha isso falta de modéstia, arrogância, pretensão ou quaisquer sejam as impressões que possam camuflar essa minha teoria. O fato, penso eu, foi o destino. O destino te levou ao canalha que ocuparia o meu lugar no teu coração. Destino esse tão bondoso que nunca me trará de volta tal inocência acalentada que tu sempre me destes.
Confesso que te odeio muitas vezes, e, gritando aos sete ventos o quão desprezível é sua companhia. Mas sinto sua falta, pequenina. Sinto sua falta de pensar cada passo que poderia estar do teu lado para o resto de nossas vidas. Sinto sua falta de ver que você sofre sinceramente e não só em uma de suas típicas manifestações adolescentes de histeria. Sinto falta da sua incoerência. Por isso me ofendo, me desespero. Por você não sentir minha falta.
É fato que talvez não déssemos certo mais mesmo. Pergunto-me se sua falta em me procurar deve-se ao fato de sua cabecinha estar tão cheia de nada. Juro que eu mesmo queria poder ir te procurar, mas não dá mais. Fiz isso demasiadas vezes. E no final das contas, acho, só eu fazia isso porque o interesse vinha só da minha parte. Talvez, de fato, tu nunca me amaste do jeito que eu deveria ser amado, honrando toda minha lealdade.
Por último, me diga. Eu espero sinceramente que a resposta me traga um pouco de paz. Ainda há alguma esperança?
Seu sempre etc.
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