O Encontro.
Ok Rafael. Pense. O que você sente por ela? Ok, nós...Eu sei. Estranho falar de mim mesmo na terceira pesssoa... O fato é que eu sei com toda a certeza o que sinto pela Luísa. Só gostaria de ter certeza sobre como botar isso em palavras.
Dizer que eu a amo é suficiente? Dizer que ela literalmente me fez dar outro sentido à palavra amor? Me fez enxergá-la muito além do que uma palavra mas um sentimento maravilhoso e confortante? Tão confortante quanto sua presença?
Você me cativou desde a primeira vez que a vi sentada na mesa daquela boate. A melhor e mais cara boate do Rio de Janeiro. Quem mais vai à ela para nada fazer? Quem mais, além de mim, vai uma boate para não dançar?
-Oi gata – eu me sentei ao seu lado na mesa vazia.
-Eu não vou te beijar.
-Nem eu – ri, divertido.
-Como?
Ela se virou e eu pude enxergar primeiro um par de olhos que cintilavam um verde escuro mesmo naquela escuridão. E seus cabelos? Eu que sempre achei que anjos fossem loiros, cabelos enroladinhos de olhos azuis estava começando a considerar uma imagem mais moderna... Olhos verdes e cabelos castanhos. Tão angelical!
-Não é isso! É só que, er... Bem, se você me quiser e... Quero dizer, é que eu não sou desse tipo, mas eu...É...– Que olhos eram aqueles! Dizer que eram hipnóticos seria um baita eufemismo. - Erm, quer um drink? – Não sabia quanto a você, mas eu precisava de álcool e de muito.
-Te confundi?
Eu respondi afirmativamente com a cabeça quando você me apresentou para o sorriso que eu iria considerar o mais bonito do mundo no próximo ano. O mesmo sorriso abobalhado e involuntário que eu sempre adorei te causar.
-Seu nome é?
-É...Ah, meu nome, né? Certo. É Rafael. Você...?
-Luísa.
-Bom, Luísa, eu vou lá buscar o seu drink, posso?
-Vai lá! Quem sabe eu até tomo, hein? – Fiquei um pouco preocupado com a resposta, mas percebi o tom de brincadeira quando você sorriu de novo. Sempre o sorriso.
Voltei pouco depois com dois copos e no mesmo tempo chegaram três casais.
-Er, Rafael? Essas são minhas amigas e...
-E os meus amigos. – Nós nos olhamos e começamos a gargalhar.
-O que foi? – Leonardo era loiro, não muito alto e abraçava uma garota de estatura média. Seus cabelos negros caídos sobre os ombros
-Bom, Rafael. Essa é a Lavínia. – O anjo parou de rir e me disse. Eu relutava em acreditar que estava mesmo falando comigo. Era tão bom isso.
-E o meu amigo, Léo. – Todos os outros nos olhavam, assustados. Acho que já tínhamos uma conexão e eles perceberam.
Passei os olhos para o lado a tempo de ver Diogo. O magrelo com cara de colírio da Capricho, abraçando uma garota tão magra quanto ele. Loirinha com o cabelo encaracolado me lembrava a Taylor Swift.
-Essa é a Giovana.
-E o Diogo.
-Espera, por que vocês tão fazendo isso?! Rafael, er, ela é sua... Amiga? – A voz vinha do terceiro casal.
-Sou – O anjo me fez suspirar, mas, ao mesmo tempo, um pouco chateado com o termo “amiga”.
-Desde quando você conhece esse garoto, Luísa?! – A terceira garota parecia um pouco mais... Agressiva. Tinha os cabelos de um vermelho escuro num corte apontando para todos os lados.
-Andressa, esse é meu amigo Rafael. Nós acabamos de nos conhecer.
-E...Luísa, – seria horrível se eu tivesse esquecido seu nome – esse aqui é o meu amigo Marcelo. – Eu disse apontando para ele. Um pouco mais velho do que os outros, mas não menos popular entre as mulheres. Eu sempre odiei meus amigos. Sempre me senti um lixo perto deles.
E foi assim que Luísa e Rafael se conheceram. Foi assim que eu e você nos conhecemos. E foi assim que nós nascemos.
Mas me diz, o que te fez apaixonar por mim? Foi o exagero na bebida alcoólica azul e super forte - que até hoje eu não sei o que era? Vai saber...
O fato é que passado algum tempo éramos eu e você. Viramos nós. Nós acabamos e eu quis sinceramente acabar com você. Eu e você sobrevivemos. O que é realmente muito raro quando nós acaba. Mas eu e você continuamos fortes, e suportando um ao outro para tudo voltar como era antes. Confesso que ficamos melhores separados do que juntos. Mas, sinceramente? Eu não mudaria nada na nossa história. Nada mesmo. Sou grato por tudo que aconteceu e até mesmo por ter terminado. Sou grato por ter te conhecido e grato por poder te apoiar sempre que você precisar.
Eu te amo, Luísa. Te amava antes mesmo de você não me amar. E mesmo que não te ame mais como namorado, ou um friend with benefits, continuo te amando. Por tudo que você faz por mim, por todos os momentos que pudemos compartilhar nesse último ano e te amo por todos os próximos anos que puder passar ao seu lado. Eu te amo porque sou seu amigo e pretendo continuar sendo até quando você permitir.
E que eu possa continuar sendo seu "irmão gêmeo/cara-metade/outro lado de você ou outra coisa assim" por muito tempo. Porque eu sempre vou ser seu "refúgio. Sentir sua tristeza e te fazer sorrir involuntariamente com um abraço meu daqueles que você nunca quer soltar”.
Feliz aniversário, Luísa. ♥
De Rafael.
Dizer que eu a amo é suficiente? Dizer que ela literalmente me fez dar outro sentido à palavra amor? Me fez enxergá-la muito além do que uma palavra mas um sentimento maravilhoso e confortante? Tão confortante quanto sua presença?
Você me cativou desde a primeira vez que a vi sentada na mesa daquela boate. A melhor e mais cara boate do Rio de Janeiro. Quem mais vai à ela para nada fazer? Quem mais, além de mim, vai uma boate para não dançar?
-Oi gata – eu me sentei ao seu lado na mesa vazia.
-Eu não vou te beijar.
-Nem eu – ri, divertido.
-Como?
Ela se virou e eu pude enxergar primeiro um par de olhos que cintilavam um verde escuro mesmo naquela escuridão. E seus cabelos? Eu que sempre achei que anjos fossem loiros, cabelos enroladinhos de olhos azuis estava começando a considerar uma imagem mais moderna... Olhos verdes e cabelos castanhos. Tão angelical!
-Não é isso! É só que, er... Bem, se você me quiser e... Quero dizer, é que eu não sou desse tipo, mas eu...É...– Que olhos eram aqueles! Dizer que eram hipnóticos seria um baita eufemismo. - Erm, quer um drink? – Não sabia quanto a você, mas eu precisava de álcool e de muito.
-Te confundi?
Eu respondi afirmativamente com a cabeça quando você me apresentou para o sorriso que eu iria considerar o mais bonito do mundo no próximo ano. O mesmo sorriso abobalhado e involuntário que eu sempre adorei te causar.
-Seu nome é?
-É...Ah, meu nome, né? Certo. É Rafael. Você...?
-Luísa.
-Bom, Luísa, eu vou lá buscar o seu drink, posso?
-Vai lá! Quem sabe eu até tomo, hein? – Fiquei um pouco preocupado com a resposta, mas percebi o tom de brincadeira quando você sorriu de novo. Sempre o sorriso.
Voltei pouco depois com dois copos e no mesmo tempo chegaram três casais.
-Er, Rafael? Essas são minhas amigas e...
-E os meus amigos. – Nós nos olhamos e começamos a gargalhar.
-O que foi? – Leonardo era loiro, não muito alto e abraçava uma garota de estatura média. Seus cabelos negros caídos sobre os ombros
-Bom, Rafael. Essa é a Lavínia. – O anjo parou de rir e me disse. Eu relutava em acreditar que estava mesmo falando comigo. Era tão bom isso.
-E o meu amigo, Léo. – Todos os outros nos olhavam, assustados. Acho que já tínhamos uma conexão e eles perceberam.
Passei os olhos para o lado a tempo de ver Diogo. O magrelo com cara de colírio da Capricho, abraçando uma garota tão magra quanto ele. Loirinha com o cabelo encaracolado me lembrava a Taylor Swift.
-Essa é a Giovana.
-E o Diogo.
-Espera, por que vocês tão fazendo isso?! Rafael, er, ela é sua... Amiga? – A voz vinha do terceiro casal.
-Sou – O anjo me fez suspirar, mas, ao mesmo tempo, um pouco chateado com o termo “amiga”.
-Desde quando você conhece esse garoto, Luísa?! – A terceira garota parecia um pouco mais... Agressiva. Tinha os cabelos de um vermelho escuro num corte apontando para todos os lados.
-Andressa, esse é meu amigo Rafael. Nós acabamos de nos conhecer.
-E...Luísa, – seria horrível se eu tivesse esquecido seu nome – esse aqui é o meu amigo Marcelo. – Eu disse apontando para ele. Um pouco mais velho do que os outros, mas não menos popular entre as mulheres. Eu sempre odiei meus amigos. Sempre me senti um lixo perto deles.
E foi assim que Luísa e Rafael se conheceram. Foi assim que eu e você nos conhecemos. E foi assim que nós nascemos.
Mas me diz, o que te fez apaixonar por mim? Foi o exagero na bebida alcoólica azul e super forte - que até hoje eu não sei o que era? Vai saber...
O fato é que passado algum tempo éramos eu e você. Viramos nós. Nós acabamos e eu quis sinceramente acabar com você. Eu e você sobrevivemos. O que é realmente muito raro quando nós acaba. Mas eu e você continuamos fortes, e suportando um ao outro para tudo voltar como era antes. Confesso que ficamos melhores separados do que juntos. Mas, sinceramente? Eu não mudaria nada na nossa história. Nada mesmo. Sou grato por tudo que aconteceu e até mesmo por ter terminado. Sou grato por ter te conhecido e grato por poder te apoiar sempre que você precisar.
Eu te amo, Luísa. Te amava antes mesmo de você não me amar. E mesmo que não te ame mais como namorado, ou um friend with benefits, continuo te amando. Por tudo que você faz por mim, por todos os momentos que pudemos compartilhar nesse último ano e te amo por todos os próximos anos que puder passar ao seu lado. Eu te amo porque sou seu amigo e pretendo continuar sendo até quando você permitir.
E que eu possa continuar sendo seu "irmão gêmeo/cara-metade/outro lado de você ou outra coisa assim" por muito tempo. Porque eu sempre vou ser seu "refúgio. Sentir sua tristeza e te fazer sorrir involuntariamente com um abraço meu daqueles que você nunca quer soltar”.
Feliz aniversário, Luísa. ♥
De Rafael.
Comentários