Textos curtos, incompletos e impostados.
.dream.
Não era um dia nem quente nem frio, um típico dia de outono. Mas os garotos trajavam casacos. Um garoto, e uma garota. Caminhavam distraidamente. Nem sabiam onde estavam indo de fato, e o porquê estavam nesse fim de mundo. Fim de cidade, fim mesmo. Se você estivesse de carro até seria um pouco perto da rodovia. Mas aquele trecho era bastante urbano de fato.
-Ah, eu quero milk-shake ovomaltine! - deixando definitivamente a universidade para trás, enquanto atravessavam a rua.
-Ah, eu também quero então - dando um sorriso leve.
-Sabe o que seria legal, Gê? - Após um gole, já com a bebida em mãos.
-O que?
-Seria legal se isso fosse de verdade...
-Hã? - Era explícito o fato de que Thaís não o estava entendo.
-É ué, a gente tá sonhando - ele disse fazendo a garota se engasgar com a calda de morango.
-Você tá louco, Renan?! - ela tentava se recompor enquanto limpava a boca com a mão.
-É, Thaís...Me diz: você se lembra de ter acordado hoje? Se lembra de ter vindo pra Assis? Se lembra de como chegamos aqui, à um quarteirão da UNESP? E por último: se lembra do nosso primeiro abraço?
A pequena pensou um pouco e se assustou com o fato de não conseguir se lembrar de nenhuma das ocasiões citadas pelo garoto. De fato era um sonho.
.nicholas.
Levantei do meu banco e caminhei em direção a ela, estava realmente cansado de frescuras. Então me aproximei, ela estava conversando com uns amigos. A virei com a maior brutalidade que consegui reunir e a beijei. De inico ela tentou se afastar, mas minha mão já estava devidamente posicionada em suas costas, então o máximo que conseguira foi ficar na ponta de seu all star branco, enquanto eu avançava.
Foi então que algo estranho aconteceu: os ah's e oh's de seus amigos mimados, e chocados com a minha atitude desapareceram. Em coro, começaram a cantar uma estranha e escandalosa música latina. Era algo como: "Yo necessito te olar, bee". Mas eu sempre fui D- em espanhol, então não sei...
Segundos depois eu estava assustado em cima da minha cama, ofegante.
Me irritei. Poxa, só acontece essas coisas em sonho! Calei meu celular, que ainda berrava a música latina - é a única escandalosa o suficiente para me fazer acordar -, e olhei o horário: 10 horas. Decidi levantar antes que minha mãe acordasse. Eu tinha certeza que ela tomaria o fato de eu estar deitado ainda como um ótimo argumento para me importunar.
Vesti um jeans , meu all star, e um casaco para suportar o frio que me assombava mesmo dentro do meu quarto.
Bati minha franja e saltei para a soleira de casa. Congelei. Fiquei maravilhado, e por alguns segundos contemplei a neve que caíra sem aviso prévio cobrindo cada pequeno espacinho como...açúcar. Meu extâse foi interrompido:
- Nick emo! - sorri em resposta a James, que passava de bicicleta, abrindo caminho sobre o gelo. Doía ter que fazer minhas cordais vocais vibrarem em resposta. Doía.
Não era um dia nem quente nem frio, um típico dia de outono. Mas os garotos trajavam casacos. Um garoto, e uma garota. Caminhavam distraidamente. Nem sabiam onde estavam indo de fato, e o porquê estavam nesse fim de mundo. Fim de cidade, fim mesmo. Se você estivesse de carro até seria um pouco perto da rodovia. Mas aquele trecho era bastante urbano de fato.
-Ah, eu quero milk-shake ovomaltine! - deixando definitivamente a universidade para trás, enquanto atravessavam a rua.
-Ah, eu também quero então - dando um sorriso leve.
-Sabe o que seria legal, Gê? - Após um gole, já com a bebida em mãos.
-O que?
-Seria legal se isso fosse de verdade...
-Hã? - Era explícito o fato de que Thaís não o estava entendo.
-É ué, a gente tá sonhando - ele disse fazendo a garota se engasgar com a calda de morango.
-Você tá louco, Renan?! - ela tentava se recompor enquanto limpava a boca com a mão.
-É, Thaís...Me diz: você se lembra de ter acordado hoje? Se lembra de ter vindo pra Assis? Se lembra de como chegamos aqui, à um quarteirão da UNESP? E por último: se lembra do nosso primeiro abraço?
A pequena pensou um pouco e se assustou com o fato de não conseguir se lembrar de nenhuma das ocasiões citadas pelo garoto. De fato era um sonho.
.nicholas.
Levantei do meu banco e caminhei em direção a ela, estava realmente cansado de frescuras. Então me aproximei, ela estava conversando com uns amigos. A virei com a maior brutalidade que consegui reunir e a beijei. De inico ela tentou se afastar, mas minha mão já estava devidamente posicionada em suas costas, então o máximo que conseguira foi ficar na ponta de seu all star branco, enquanto eu avançava.
Foi então que algo estranho aconteceu: os ah's e oh's de seus amigos mimados, e chocados com a minha atitude desapareceram. Em coro, começaram a cantar uma estranha e escandalosa música latina. Era algo como: "Yo necessito te olar, bee". Mas eu sempre fui D- em espanhol, então não sei...
Segundos depois eu estava assustado em cima da minha cama, ofegante.
Me irritei. Poxa, só acontece essas coisas em sonho! Calei meu celular, que ainda berrava a música latina - é a única escandalosa o suficiente para me fazer acordar -, e olhei o horário: 10 horas. Decidi levantar antes que minha mãe acordasse. Eu tinha certeza que ela tomaria o fato de eu estar deitado ainda como um ótimo argumento para me importunar.
Vesti um jeans , meu all star, e um casaco para suportar o frio que me assombava mesmo dentro do meu quarto.
Bati minha franja e saltei para a soleira de casa. Congelei. Fiquei maravilhado, e por alguns segundos contemplei a neve que caíra sem aviso prévio cobrindo cada pequeno espacinho como...açúcar. Meu extâse foi interrompido:
- Nick emo! - sorri em resposta a James, que passava de bicicleta, abrindo caminho sobre o gelo. Doía ter que fazer minhas cordais vocais vibrarem em resposta. Doía.
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