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Eu nunca tive certeza de como foi que eu acordei naquele dia. Mas o fato é que logo depois de fazê-lo eu adormeci de novo. Dormi e me senti tão...tão...leve. Mas parece que foi questão de segundos para eu abrir meus olhos de novo após tê-los cerrado.
Deslizei até a cozinha e sentei-me na mesa do café. É incrível como todo o amor flui para fora de meu corpo após recobrar a consciência totalmente depois de uma noite de sono.
Já passavam-se das duas da tarde, mas isso não importava naquela casa louca. Tomei meu café sem dar direito à ninguém uma palavra sequer saída de minha boca. Só olhava para meu copo de leite que foi se esvaziando, depois se enchendo, e esvaziando-se novamente. Enquanto isso eu comia meio pote daquelas bolachas rosquinhas.
Após isso não me lembro de novo muito bem do acontecido: eu estava no meu computador enquanto escutava músicas pop-teen fabricadas; de repente me vi à frente de uma panela com uma substância branca e cremosa. O cheiro me intorpecia. Mais um flash e eu senti o gosto do purê de batatas em minha boca enquanto meus pais de novo apareceram à minha frente, numa mesa.
-E ela? - Minha mãe tinha o dom de fazer perguntas desastrosas.
-Tá bem - menti.
Ah Jesus, como isso doeu! Não estava nada bem. Tudo tinha evaporado. Escorrido por entre meus dedos, meus dentes. Num piscar de olhos.
E mais uma vez tudo ficou turvo. Me encontrava deitado com um par de fones no ouvido. O lugar era o meu quarto e estava tudo completamente escuro. Exceto por uma luz forte emitida por meu celular. Quem já tentou por e-books no telefone?
"Anna Cabot Percy estava livre. FIM" Droga! Não podia ter acabado assim. Aquilo tudo tava tão...lindo (capenga).
Senti vontade de escrever para a autora. Senti vontade de marchar até a porta de seu pequeno apartamento em Manhattan, tirar aquela besta da frente daquele estúpido laptop e dizer: "Eu preciso estar do lado da Anna por mais tempo, sua estúpida!" Tá, impossível.
Caminhei até a janela. Recostei a cabeça no vidro frio enquanto afastava de leve a persiana: tinha anoitecido naquele dia estranho.
Deslizei até a cozinha e sentei-me na mesa do café. É incrível como todo o amor flui para fora de meu corpo após recobrar a consciência totalmente depois de uma noite de sono.
Já passavam-se das duas da tarde, mas isso não importava naquela casa louca. Tomei meu café sem dar direito à ninguém uma palavra sequer saída de minha boca. Só olhava para meu copo de leite que foi se esvaziando, depois se enchendo, e esvaziando-se novamente. Enquanto isso eu comia meio pote daquelas bolachas rosquinhas.
Após isso não me lembro de novo muito bem do acontecido: eu estava no meu computador enquanto escutava músicas pop-teen fabricadas; de repente me vi à frente de uma panela com uma substância branca e cremosa. O cheiro me intorpecia. Mais um flash e eu senti o gosto do purê de batatas em minha boca enquanto meus pais de novo apareceram à minha frente, numa mesa.
-E ela? - Minha mãe tinha o dom de fazer perguntas desastrosas.
-Tá bem - menti.
Ah Jesus, como isso doeu! Não estava nada bem. Tudo tinha evaporado. Escorrido por entre meus dedos, meus dentes. Num piscar de olhos.
E mais uma vez tudo ficou turvo. Me encontrava deitado com um par de fones no ouvido. O lugar era o meu quarto e estava tudo completamente escuro. Exceto por uma luz forte emitida por meu celular. Quem já tentou por e-books no telefone?
"Anna Cabot Percy estava livre. FIM" Droga! Não podia ter acabado assim. Aquilo tudo tava tão...lindo (capenga).
Senti vontade de escrever para a autora. Senti vontade de marchar até a porta de seu pequeno apartamento em Manhattan, tirar aquela besta da frente daquele estúpido laptop e dizer: "Eu preciso estar do lado da Anna por mais tempo, sua estúpida!" Tá, impossível.
Caminhei até a janela. Recostei a cabeça no vidro frio enquanto afastava de leve a persiana: tinha anoitecido naquele dia estranho.
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